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Category: Veículos

Estou aprendendo a dirigir mas não sei fazer baliza

A maior dificuldade relatada por quem está aprendendo a dirigir é estacionar corretamente. Há motoristas que, mesmo tendo carteira há muitos anos, não sabem estacionar um carro. Geralmente contam com o fator sorte e chegam a repetir a operação várias vezes até acertar.

Mas tudo é questão de técnica. Sabendo os macetes não há como errar. O carro entra certinho na vaga, seja você motorista experiente ou não. Basta seguir as instruções. Este vídeo, preparado pelo Instrutor Fabiano, ensina como estacionar. Aprenda para sempre e faça bonito.

Perfeito, dirão os leitores. Isso ensina o dia-a-dia. E na hora do exame? A baliza é feita entre cones. Não há vidros, colunas e janelas para orientar o motorista.

Neste caso, o próximo vídeo ensina como estacionar corretamente durante o exame de direção:

Fonte: YouTubeEu quero dirigir

O que dizem os códigos impressos nos pneus do seu carro

Você sabia que os pneus trazem muito mais informações do que imaginamos? Aprenda a ler e entender aqueles códigos misteriosos. Afinal, os pneus são componentes muito importantes para a nossa segurança. Vale a pena conhecê-los bem.

Data de validade

Os pneus também têm data de validade e duram, no máximo, quatro anos após a fabricação. Você sabia disso? Acho que ninguém sabe. Mas é verdade.

Data de fabricação

Data de fabricação 07/07

Um pneu como este da foto, foi fabricado na sétima semana de 2007, equivalente a fevereiro de 2007. Logo, deve ser usado e substituído até fevereiro de 2011.

Calibragem dos pneus

Quantas vezes presenciamos um pneu de bicicleta estourar, quando calibrado em um compressor de posto de gasolina. Com os pneus de automóveis pode acontecer a msma coisa. Há um limite máximo que deve ser observado. Qual é esse limite? Cada pneu tem o seu e informa ao motorista. Mantenha a calibragem sempre abaixo desse valor.

Calibragem máxima

Calibragem máxima

O pneu da foto pode receber até 44 libras de pressão.

Carga suportada

Há quem pense que um pneu pode suportar qualquer carga, desde que a suspensão do veículo aguente. Não é bem assim. Para tudo há limites e o pneu indica quanto pode aguentar.

Carga máxima

Carga máxima

Tabela de cargas

Tabela de cargas

Este pneu tem um índice 109 , indicando que suporta pouco mais de uma tonelada de peso.

Velocidade máxima

E a letra T, ao lado do número 109, o que significa? Ela indica a velocidade máxima permitida para este tipo de pneu. Assim, um pneu com a letra T pode chegar a 190 km/hora.

Velocidade máxima

Velocidade máxima

Largura, altura e raio

P 265 / 60 R 18

Estes são os códigos mais conhecidos. A letra P indica que se trata de um pneu para veículos de passageiros. Em seguida aparece a largura do pneu, em milímetros, neste caso 265.
Após a barra temos a relação entre a altura e a largura do pneu. Neste caso, a altura equivale a 60% da largura do pneu. Sabemos também, pela letra R, que se trata de um pneu Radial. Finalmente, o aro: 18.

O pneu do meu carro tem essas indicações: P 185 / 60 R 14. Sei que é um pneu para veículos de passageiros, com 185 milímetros de largura, 60% de altura, radial e aro 14. Já reparou o que indica o pneu do seu carro?

Temperatura desgaste

Há outras informações, como a resistência à temperatura (A, B ou C), ritmo de desgaste, onde quanto mais alto o número, melhor:

Desgaste

Desgaste

E também Tração, que é a capacidade que o pneu tem de parar em um pavimento molhado. Um pneu AA é bem melhor do que A, B ou C (o pior deles).

Assim, um pneu pode nos informar bem mais do que sempre imaginamos.

A importância do óleo lubrificante na vida útil do veículo

helix hx5O óleo lubrificante, como o próprio nome diz, é responsável pela lubrificação interna do motor. Bastariam poucos segundos de funcionamento sem óleo para que danos sérios acontecessem ao motor.  Há vários tipos de óleos, minerais e sintéticos, com viscosidades diferentes, para motores novos ou muito rodados. Consulte o manual do carro para verificar a especificação do óleo recomendado pela montadora. Alguns óleos suportam uma quilometragem bem mais alta, de 10 a 15 mil quilômetros, mas isso pode variar, de acordo com a qualidade do combustível que for utilizado.

No meu carro prefiro usar um óleo mineral de boa qualidade, 15W 50 – Helix HX5 da Shell, que é um óleo com viscosidade fina e tem aditivos de última geração, e trocá-lo após 3 mil quilômetros, junto com os filtros de óleo e de ar. A despesa não chega a cem reais e o motor fica limpo e protegido. Ao trocar o óleo do cárter, sempre troque o filtro de óleo e verifique o nível dos demais óleos (freio, caixa, direção hidráulica).

Semanalmente verifique o nível e complete, se necessário, com o mesmo tipo e marca. Não troque de marca. Uma vez escolhido um óleo, seja fiel. Mesmo que o carro rode pouco troque o óleo após 6 meses, qualquer que seja a quilometragem. Cuidado ao verificar o nível nos postos de gasolina. Alguns frentistas ganham comissão por óleo vendido e não colocam a vareta medidora até o final. Assim, ao completar a suposta falta, o nível ultrapassa o limite máximo aceitável e atingirá as velas e outras peças do motor que devem permanecer secas.  O ideal  é trocar o óleo por completo, acompanhando a operação, substituindo também o filtro.

radiadores

Não esqueça de verificar o sistema de arrefecimento, trocando a água do radiador e colocando um aditivo de qualidade. Costumo usar o fluido da Shell, mas isso é escolha pessoal. Leia o manual do seu veículo e ouça seu mecânico.

Segundo informações disponíveis no site da Shell, “o produto mantém o máximo de rendimento do motor, reduzindo a formação de depósitos que dificultam a refrigeração, evitando entupimentos.
- Protege os componetes metálicos do radiador contra a corrosão.
- Reduz a formação de espuma, proporcionando uma refrigeração mais efetiva.
- Evita a fervura e o congelamento da água do sistema de refrigeração. Conserva o sistema de refrigeração por ser compatível com mangueiras e demais partes flexíveis, e ligas de alumínio.

Aprovações/Recomendações

- Mercedes Benz conforme MBB F-7700.00 classificação 325.2 motores série 400.
- Atende as normas: ABNT NBR 13705A, ASTM D-3306, ASTM D-4985 e SAE J-1034.
- Formulado segundo o sistema internacional de garantia de qualidade Shell, com fluido à base de etileno glicol e aditivos anticorrosivo e antiferrugem.

Concentração Recomendada

- Uma solução contendo 33% a 50% do fluido oferece proteção contra a corrosão e aumenta o ponto de ebulição da água em cerca de 4 a 8 ºC.”

Saiba mais sobre a bateria do seu veículo

É mais comum do que a gente pensa: esquecer a luz de serviço ligada, o rádio, ou até o farol. No dia seguinte a consequência… Esses pequenos esquecimentos obrigam muitos consumidores a dar uma recarga na bateria, e isso reduz a vida útil dela.

Dicas para comprar um carro usado em boas condições

Quais são as dicas que a gente não pode deixar de observar ao comprar um carro usado. Ouça a entrevista de Henrique Caldas para a Rádio CBN.

Visual – Parte técnica – Documentação

1ª parte:

2ª parte:

Cuidados ao deixar o carro na oficina

Muitas dicas que escrevo são baseadas em situações reais e experiências desagradáveis vividas por mim ou por algum conhecido. Muitas vezes fica a dúvida: é melhor ser desconfiado ou confiar nas pessoas? E vem a resposta: “Seguro morreu de velho“.

Um amigo deixou o carro na oficina para fazer um pequeno serviço de lanternagem. Seriam necessários dois dias para a realização do conserto, já que a parte atingida precisaria de pintura.

O carro deu entrada num quinta-feira e deveria ser devolvido no sábado, pela manhã. Não foi. Por telefone, o dono da oficina alegou que faltava o polimento final e prometeu devolver o carro pronto na tarde da segunda-feira, o que de fato aconteceu.

Teria sido verdade? Haveria mesmo necessidade de retardar a devolução do veículo?

Tudo indica que não.

Embora o motorista não tenha anotado a quilometragem no momento em que deixou o carro, sabia que faltavam 100 ou 200 quilômetros para virar o milhar. Quando recebeu o carro, o algarismo dos milhares já estava virado, indicando que foram rodados mais de 200 km naqueles poucos dias em que o carro esteve sob a guarda da oficina. Mas isso era apenas desconfiança, apesar do motor não apresentar o mesmo desempenho de antes e, de vez em quando, engasgar. Ele, habituado a só abastecer com gasolina Podium, da Petrobrás, percebeu que havia algo estranho. Agora ele sabe que o carro foi abastecido, sabe-se lá com que combustível, para manter o nível do marcador na mesma posição em que estava antes e não denunciar o passeio não autorizado.

Quem usou o carro não tomou todos o cuidados necessários para encobrir o uso indevido do veículo e avançou um sinal, em plena madrugada de domingo. Ficou registrado e comprovado o delito. Além dos sete pontos na carteira e da multa, ainda há a amolação de ter que denunciar a oficina por crime de furto e suas consequências. Ninguém sabe o que fazia o carro na madrugada de domingo, rodando pelas ruas do subúrbio do Rio de Janeiro.   Quem estava dentro? Estaria apenas passeando?

Aqui vai a dica: ao deixar o carro na oficina verifique a quilometragem e anote num papel. Peça para que o gerente dê recibo de recebimento do carro com data e hora, além de indicar a quilometragem e pertences do veículo, como estado dos pneus, etc. Ao receber  o carro de volta verifique todos os ítens e reclame na hora caso algo esteja errado. Se necessário, registre queixa na delegacia mais próxima.

Desconfie sempre!

Teste da injeção eletrônica do Corsa

Um dos problemas mais comuns que ocorrem com o Corsa, carro da GM, é a pane na marcha-lenta sem razão aparente. A internet está cheia de narrativas, onde proprietários são surpreendidos com uma aceleração repentina, que pode continuar ou desaparecer assim como veio. Geralmente isso ocorre em modelos mais antigos, quando sensores já estão sujos ou apresentando defeitos.

 

Os sensores, localizados em várias partes do motor, são os responsáveis por obter e passar informações para o módulo que comanda a injeção eletrônica. A injeção eletrônica substitui o antigo conjunto de carburador, platinado e condensador, que era regulado manualmente e funcionava satisfatoriamente, sendo de manutenção mais fácil. Não olho com simpatia para esses sistemas eletrônicos, aos quais se dão tantos poderes, pois acredito que falha em sensores podem ter feito cair o avião da Air France sobre o oceano, no ano passado.

Mas temos que nos adaptar ao modernismo, apesar de discordar, como expliquei, da falta de opções para assumir o comando manualmente.

O Corsa que vemos neste exemplo possui uma luz amarela que acende quando a injeção eletrônica acusa alguma falha, que pode ser grave, ou não. Por isso é amarela, não impedindo o uso do veículo. As luzes vermelhas dizem ao motorista que o problema é grave e que o veículo deve ser parado imediatamente.

Luz de I.E.

No caso que vamos analisar, após a marcha-lenta disparar, chegando a quase 4000 rpm, quando o normal seriam 900 rpm, a luz da injeção permaneceu acesa. E assim continuou, mesmo quando a marcha-lenta, espontâneamente, voltou ao normal.

O motorista deveria levar o carro a uma oficina para ser feito o teste do scanner, que lê as informações registradas no módulo e identifica a causa do problema.

Nem sempre é possível passar o scanner. Muitas vezes o defeito aparece em lugares distantes de qualquer oficina de confiança. Então, cabe ao motorista executar um teste que o ajudará a identificar as causas do problema.

O sistema de injeção do Corsa permite a realização de um teste rápido e fácil, utilizando os sinais que a lâmpada da injeção eletrônica vai emitir com suas piscadas, para identificar o problema. Trata-se do teste do código lampejante. A luz piscará em sequência, representando algarismos, que devem ser anotados para formar números de dois algarismos, como 12, por exemplo.

Como fazer:

Caixa de fusíveis

Caixa de fusíveis

O primeiro passo é, com o carro desligado, abrir a caixa de fusíveis e localizar, do lado esquerdo, o conector de diagnóstico. Os modelos mais antigos, até 1999, usam o modelo ALDL de 10 pinos, como o da foto. Os mais recentes utilizam o modelo OBD-II. Com um pedaço de fio, jampeie com cuidado os dois contatos, conforme indicado abaixo. Seja delicado para não danificar os contatos.

conectores de diagnóstico

conectores de diagnóstico

Feito isso, gire a chave de ignição sem ligar o motor. A luz começará a piscar em sequência lógica. Vá anotando. Haverá uma sequência seguida de uma pausa curta. É o algarismo da dezena. Em seguida mais uma sequência, seguida de uma pausa lenta. É o algarismo das unidades. Assim:

PISCA PISCA PAUSA CURTA – PISCA PISCA PISCA PISCA PISCA PAUSA LONGA

Representando os algarismos  2  e 5.

Se perder, não se preocupe. Cada código é repetido três vezes antes de passar para o próximo, se houver. Quando o primeiro resultado for repetido, é sinal de que não há mais erros a apontar e o sistema passou a repetir as informações.

Neste caso, pode desligar a chave, retirar o fio, fechar a caixa de fusíveis, e procurar o defeito na tabela que se segue:

12 Sem sinal de rotação
13 Circuito de O2 aberto
14 Sensor de temperatura do motor (ECT) – Tensão baixa
15 Sensor de temperatura do motor (ECT) – Tensão alta
19 Sinal incorreto do sensor de RPM
21 Sensor de posição de borboleta (TPS) – Tensão alta
22 Sensor de posição de borboleta (TPS) – Tensão baixa
24 Sem sinal do sensor de velocidade (VSS)
25 Falha na válvula injetora – Tensão baixa
29 Relé da bomba de combustível – Tensão baixa
31 Falha no teste do sistema EGR
32 Relé da bomba de combustível – Tensão alta
33 Sensor de pressão absoluta do coletor (MAP) – Tensão alta
34 Sensor de pressão absoluta do coletor (MAP) – Tensão baixa
35 Falha no controle da marcha-lenta
41 Falha na bobina dos cilindros 2 e 3 – Tensão alta
42 Falha na bobina dos cilindros 1 e 4 – Tensão alta
43 Falha no circuito do sensor de detonação (KS)
44 Sonda lambda indica mistura pobre
45 Sonda lambda indica mistura rica
49 Tensão alta de bateria- sinal acima de 17,2 volts
51 Falha na unidade de comando ou na EPROM
55 Falha na unidade de comando
63 Falha na bobina dos cilindros 2 e 3 – Tensão baixa
64 Falha na bobina dos cilindros 1 e 4 – Tensão baixa
66 Falha no sensor de pressão do ar condicionado
69 Sensor de temperatura do ar (ACT) – Tensão baixa
71 Sensor de temperatura do ar (ACT) – Tensão alta
81 Falha na válvula injetora – Tensão alta
93 Falha no módulo “Quad Driver” U8
94 Falha no módulo “Quad Driver” U9

TPS

O primeiro código de erro, com certeza, será o 12. Indica falta de sinal de rotação. É normal, pois o motor estará desligado neste momento.

Em seguida aparecerá o código de erro que fez com que a marcha-lenta disparasse e a luz acendesse.

No caso em que testei a segunda dezena foi a 21, Sensor de posição de borboleta (TPS) – Tensão alta, que deve estar com mal contato, sujo ou defeituoso. Na foto ao lado ele aparece na parte superior, bem no centro,  à direita do atuador de marcha-lenta.

Pode, também, não ser nada disso, como disse o meu mecânico de confiança, contatado por telefone. O diagnóstico não é 100% confiável.

De qualquer maneira, uma série de outros fatores já podem ser descartados e um mecânico experiente tem meios para acabar com o problema, partindo do sensor indicado.

Motor do Corsa Sedan 1998

Referência: Corsa Clube do Brasil

Blitz eletrônica do IPVA

O governo do Estado do Rio implantou um novo sistema de fiscalização. Trata-se da blitz eletrônica de IPVA. O veículo passa por um dispositivo que lê os caracteres  da placa e os envia ao computador. Em questão de segundos o banco de dados é consultado e devolve o parecer relativo à situação do veículo. Se houver débitos de IPVA, o veículo será apreendido e levado para o depósito, de onde só sairá após o pagamento dos impostos, multas, taxa de reboque e hospedagem.

Nas blitz anteriores o devedor contava com o fator sorte, quando poderia ser parado, ou não. Por isso vemos tantos carros circulando com IPVA vencido. Com o novo sistema ficará difícil escapar de uma blitz, já que todos os veículos serão fiscalizados.

Outro dia anotei, por curiosidade, a placa de um veículo particular que fazia transporte escolar. Embora não seja transporte escolar legalizado, isso é praticado por muitas pessoas que procuram alternativas para aumentar a renda familiar. Consultei a placa no site do Detran e fiquei estarrecido ao constatar que o último IPVA foi pago em 2004. São seis anos de débitos, o que justifica apreensão imediata do veículo, sem qualquer discussão.

Os pais dessas crianças não sabem o risco que elas correm. Além de usar um transporte não legalizado e fiscalizado, com normas especiais para o transporte de crianças, ainda podem encontrá-las a pé, em uma dessas blitz, após a apreensão do transporte que as levaria à escola.

É muito importante que os pais façam o papel de fiscal e só entreguem seus filhos a quem, de fato, se responsabilize por eles. Não custa nada acessar o site do Detran e pesquisar a situação do veículo.

Cuide bem do seu carro: injeção eletrônica

Todos os carros, hoje em dia, utilizam o sistema de injeção eletrônica. Trata-se de um conjunto complexo que, quando apresenta defeitos, exige equipamentos especiais para localizar a falha, já que as causas podem ser múltiplas.

A função da injeção eletrônica é a mesma do carburador, ou seja, misturar ar e combustível para alimentar o motor. Essa mistura será pulverizada através do coletor de admissão na câmara de combustão. Tudo é controlado eletronicamente por um microprocessador, com o auxílio de vários sensores espalhados pelo motor.

A função do módulo central, ou micro-processador, é fazer com que o carro apresente o máximo de potência, menor consumo  de combustível e mínima emissão de poluentes. Esse módulo faz muito mais além de liberar a mistura nas doses corretas.

Devemos cuidar com atenção dessa parte tão sensível do nosso automóvel, e uma das mais caras, usando combustível de boa qualidade. Em outro artigo aconselhei o uso de gasolina aditivada, que contém detergentes que ajudam a manter limpo o sistema de alimentação, bicos injetores, etc. Exagerado que sou, uso gasolina Pódium, da Petrobrás, que contem muito menos enxofre que as demais gasolinas e a octanagem é maior. Além disso, passa por um controle de qualidade que torna mais difícil a sua adulteração.

Cuidado ao lavar o motor. O melhor é não lavar. A água pode infiltrar nos terminais dos sensores e dar problemas de contato elétrico, confundindo o comando da injeção.

Na hora da partida, jamais pise no acelerador. Se o motor não pegar desligue a chave de contato e aguarde cerca de 30 segundos. Dê a partida novamente. Geralmente funciona com esse “reset”.

Rode sempre com o tanque cheio

Muita gente reclama que, devido ao alto preço do combustível, não consegue manter o tanque de gasolina do carro cheio. O ponteiro, quase sempre, está na reserva e só, eventualmente, serão colocados alguns litros no tanque para continuar rodando.

Não tem desculpa. Não adianta reclamar que não tem dinheiro se ninguém reclama de pagar uma fortuna para assistir a uma partida de futebol. Já daria para encher o tanque.

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Vidro elétrico sobe e desce com dificuldade

Muita gente reclama que os vidros elétricos de seu carro estão subindo e descendo muito devagar. Mesmo os carros que não têm essa facilidade, experimentam dificuldades no acionamento da manivela. Há o medo de forçar e quebrar o mecanismo, queimar o motor.

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Problemas com a marcha-lenta do Corsa

Um leitor me escreve relatando um problema que ocorre com seu carro, um Corsa, e que não consegue resolver, nem indo aos melhores mecânicos. Trata-se da regulagem da marcha-lenta.

Não sou mecânico nem especialista em regulagem de automóveis. Procuro apenas passar a minha experiência e indicar fontes de consulta que podem ajudar a resolver o problema. O Corsa é do ano 98, modelo 98, Sedan, mpfi, 8 válvulas, motor 1.6.

Ele adquiriu o carro há pouco tempo e somente na semana passada o problema se manifestou. Até então estava tudo aparentemente normal, embora notasse uma falha na rotação do motor, que parecia dar uns engasgos, mesmo em quinta marcha e em alta velocidade. Era coisa bem leve, quase imperceptível, mas ele percebia que algo estava falhando no motor.

Corsa

Corsa

A marcha-lenta, que sempre ficava em 900 rpm, de repente, do nada,  quando parado aguardando um sinal, disparou para 2000, 3000, sem qualquer explicação. O problema apareceu de repente. Depois, sem que nada fosse feito, estabilizava em 900, ou um pouco acima, sendo que repentinamente caía a zero e o motor morria.

Dei uma série de conselhos, como ir a um mecânico e pedir para passar o scanner para ver se descobria o defeito, verificar o estado do atuador de marcha-lenta, das velas, dos cabos das velas, da bomba de gasolina. Tudo isso foi feito. Ele, ao comprar o carro, fez uma revisão geral em mecânico conhecido e substituiu todos esses componentes, inclusive a bomba dágua,  bomba de gasolina, correias, todos os filtros e óleos, limpeza dos bicos injetores, etc.

Disse, então, que poderia ser o combustível. Não era. Ele, bastante cuidadoso, só usa gasolina Pódium, da Petrobrás, e abastece sempre nos mesmos postos, que estão de olho no combustível.

De brincadeira, disse que poderia ser isso. O carro, com 12 anos de uso, não estaria acostumado a usar gasolina com tanta octanagem e sem os solventes que encontramos em muitos postos. Ele riu e entendeu a piada.

Resolvi pesquisar na internet e me surpreendi com a quantidade de proprietários de Corsa que passam pelo mesmo problema. Em vários sites especializados encontrei reclamações e dicas semelhantes, acusando também a possibilidade de ser uma entrada de ar falsa no coletor de admissão e escape, outros mandavam olhar as juntas do tbi e fazer uma limpeza, chegando a falar em hallmeter e sonda lambda, componentes que não conheço e não posso opinar.

Aqui estão alguns exemplos:

Corsa Clube:
“Tenho um corsa 1.0 /96 MPFI, e depois de rodar uns 20 minutos começa a oscilar marcha lenta, levei em dois mecânicos e não detectaram problema de sensor um deles trocou o filtro do ar fez limpeza de bico, e “tentou regular” mas o problema persiste. Alguém pode ajudar? Não aguento mais isso e já penso em passar adiante o carro. Não seria o Atuador de marcha lenta?”

“Cara, tenta deixar o cabo positivo da bateria fora dela por 1 noite, no dia seguinte ligue e ve se melhorou algo!

Teste os sensores:
Sensor de posição da borboleta
Atuador de marcha lente
Sonda lambda
Sensor de temperatura

Tente arrumar um carro de amigo e troque as peças do dele para o seu!

Da uma verificada em entrada de ar falsa em toda a tbi!”

“Meu corsa gl 1.6 ano 98 automático também está com oscilação da lenta.. Já levei em várias oficinas e concessionária e nenhuma resolveu. Já troquei o motor de passe, sonda lambida, fiz limpeza de bicos, e nada… tá uma droga… já disparou comigo uma vez me dando um grande susto… quem tem carro automático sabe o que é isso… estou pensando seriamente em vender o carro pois não encontro uma oficina que resolva e não quero continuar com ele tremendo desse jeito… já ví que é um problema crônico da chevrolet…”

“Pode ser as velas que não estão 100%, como pode ser tbm os cabos delas. Verifique o sensor de marcha lenta e o de rotação, possa ser eles estejam bem sujos por causa dos vapores de óleo.”

“Outra coisa tbm é verificar se o mangote da caixa do filtro de ar está em condições de uso. Verifique se não está imundo esse mangote, possa ser que o sensor de ar tbm esteja bem sujo!”

“O ideal tbm é olhar a bomba de combustível, verificar se ela está na pressão exata. Possa ser que a bomba esteja falhando! Siga essas instruções pela ordem que eu falei hehehe.”

* * *

Enfim, nada de concreto para resolver o problema. E há muito mais em outros sites que andei visitando.

Finalmente, já que este é um blog de dicas, publico o problema aqui. Assim como damos dicas, também as recebemos.  Se o amigo leitor passou pelas mesmas dificuldades e conseguiu resolver, conte o que fez. Quem sabe a solução do problema de um pode resolver o mesmo defeito em muitos outros veículos na mesma situação.

Deixe seu comentário.

Troquei o sensor da marcha-lenta e funcionou.


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