Mito ou verdade: Ades contaminado por fungos

Sempre desconfio das notícias que circulam pelo Facebook. Quase sempre são falsas e tem por objetivo denegrir a imagem de alguém ou de alguma empresa, seja por interesse financeiro ou por simples desejo de fazer o mal.

Esta semana fui surpreendido por duas fotos de embalagens de ADES, produto à base de soja. Havia algo estranho, muito feio, gosmento, sendo retirado do interior da embalagem, sendo identificado como fungo, um ser vivo.  Mito ou verdade?

Embalagem de Ades

Ades

Pesquisei na internet e encontrei reclamação no site RECLAME AQUI falando sobre o assunto. Pesquisando mais um pouco, encontrei outra reclamação, de julho de 2011, falando sobre o mesmo problema.

A consumidora Úrsula de Almeida, que publicou uma das fotos, escreve na sua página no Facebook:

Ontem abrimos uma garrafa de Ades de Uva para o Renan e logo que ele começou a beber falou que estava com gosto ruim e jogou fora. Como ele é muito enjoado e o Alan provou e disse que estava bom, deixei. À noite ele tornou a falar que estava ruim. Peguei e joguei tudo na pia. Qual não foi o meu espanto quando vi que depois de ter esvaziado a garrafa uma gosma começou a sair.

Meu pai!!!!!!! era enorme, e tinha uma aspecto de cogumelo Hoje liguei pro 0800 da Unilever e meu espanto maior foi a naturalidade que a atendente me explicou que isso pode ter ocorrido devido a um fissura que tenha na embalagem dai formou o fungo, que ela iria me mandar um cartão de 5,00 para eu comprar outro produto e que eu poderia jogar a embalagem fora.
O QUE??????????? como assim, que fissura? se houvesse uma o líquido sairia. Abri a embalagem e o troço é pior do que pensava tirei foto e (pasmem) congelei o bicho. Estou observando meu Filho, que graças a Deus não apresentou nada. Mas a indignação toma conta do meu corpo.

O assunto se espalhou pelo Facebook e a mídia deu destaque ao assunto sem que houvesse qualquer desmentido por parte do fabricante, a não ser a transferência da responsabilidade pelo ocorrido:

A Unilever, que detém a marca Ades em seu portfólio, esclarece que segue criteriosos procedimentos nas etapas de fabricação para oferecer produtos de qualidade.

A produção da bebida à base de soja Ades é feita em equipamentos fechados e com análises laboratoriais rigorosas.

Transporte ou armazenamento inapropriado pode gerar microfuros na embalagem por onde o conteúdo fica exposto ao meio externo e suscetível ao desenvolvimento de bolor ou fungo na presença de oxigênio.

Os produtos fabricados pela Unilever atendem todas as normas vigentes no Brasil, tanto com relação aos processos de fabricação, quanto aos ingredientes presentes, embalagens e rotulagem.

A Unilever está presente no Brasil há 83 anos e garante o mais alto padrão de qualidade de todos os seus produtos por meio de procedimentos rigorosos no controle das matérias-primas utilizadas e em todo o processo de fabricação e distribuição.

A empresa está à disposição dos consumidores para esclarecimentos por meio do telefone 0800-707-9977 ou e-mail [email protected]

Em vista disso, consideramos a grave denúncia como VERDADEIRA. De nossa parte, já que a Unilever não reconhece a culpa, mostrando que não fará nada para evitar que o problema torne a acontecer, só nos resta riscar definitivamente o ADES da nossa dieta.

Pelo que já andam falando dos males que a soja provoca ao organismo, nem seria preciso que isso acontecesse para não usar mais produtos à base de  SOJA.

Reclamação de 3 de julho de 2011 publicada no site Reclame Aqui, mostrando que o problema é antigo e as desculpas do fabricante são as mesmas:

Gostaria de deixar registrado meu descontentamento com o produto ADES da empresa UNILEVER. Fui voraz consumidor do produto e comprei uma unidade que estava estragado (contaminado). Informei à empresa, que retirou o produto para analise e “acompanhou” de longe meu estado de saúde. Não me esqueço da semana ocorrida, varias idas ao medico e problemas digestivos, sanados com altos gastos em medicamentos.

Posteriormente recebi uma ligação informando que o produto havia sido contaminado por uma bactéria ou fungo e que o problema estava na parte interna, no contato do produto com a parede da embalagem, sendo consequência de armazenamento!! (…???).

Agora pasmem, a pessoa do SAC me ligou 15 dias depois, dizendo que a culpa da contaminação do produto não era da UNILEVER (aqui pergunto se não ha controle de qualidade da embalagem, do transporte e do armazenamento?), e possivelmente não era do Pão de Açucar (onde o produto foi comprado) sobrando a culpa para uma unica pessoa, eu!!

Bom, considerando que o produto foi pego na gondola do supermercado, colocado na sacola plastica, transportado por apenas uma quadra, aberto, consumido e conservado em geladeira, como pode ser minha culpa? Sou o ponto final da [editado pelo Reclame Aqui] como poderia?

Meu descontentamento está em relação ao SAC, por isentar a culpa da UNILEVER por sua incompetência no controle de qualidade de sua industrialização e insinuar que poderia ser eu o culpado.

Consumidores, muito cuidado com o produto, você pode ter uma semana inesquecível, e se reclamar no SAC, pode ouvir que você é o culpado por ter sido contaminado com produto estragado.

Mito ou verdade: Compartilhar no Facebook ajuda a quem precisa?

Quantas vezes encontramos pedidos para que compartilhemos uma publicação no Facebook, dizendo que cada compartilhamento ajudaria a custear o tratamento médico de algum necessitado.

Isso aconteceu recentemente com Layane Amaral, vítima da leucemia, que faz tratamento hospitalar em Lisboa. Cada compartilhamento renderia 10 centavos para Layane.

Mito ou verdade?

Tudo indica que a paciente exista, esteja realmente doente e em tratamento contra o câncer. A ajuda que cada compartilhamento poderia proporcionar é FALSA, pois isso não é possível. O Facebook não paga por compartilhamentos. Não há como controlar a quantidade de ações desse tipo e nem saber quem pagará caso isso aconteça. Quem quer ajudar, o faz diretamente, sem depender de compartilhamentos ou curtidas.

Layane Amaral tem leucemia e precisa de vc. Basta clicar em compartilhar e vc estará ajudando. A cada “compartilhar” a menina ganha 10 centavos para ajudá-la no tratamento da doença.

Devemos tomar muito cuidado com pedidos e informações que aparecem na internet, principalmente, nas redes sociais. O fato de ter sido encaminhado por um amigo não atesta a sua autenticidade.

Recentemente foram publicadas fotografias de dois cachorros que, aparentemente, estariam abandonados em uma casa deserta, passando fome, sede e frio.  Houve centenas de compartilhamentos pelo Facebook. A polícia foi acionada. Não era nada disso. Os cachorros existem mas não estão abandonados. Os donos da casa ficaram surpresos com tanta agressividade nas mensagens que descobriram pela internet e pelo fato de receberem a visita da polícia e de protetores de animais. Cuidado, muito cuidado na hora de compartilhar uma notícia. Se não souber se é verdade, melhor se omitir.