Como sobreviver à crise

Por Timoneiro, 12 de março de 2009 15:56

Ou, pelo menos, sair dela pouco machucado

A situação está cada dia mais complicada. Passada a época de festas e, em seguida, as férias, o ano começa com uma realidade preocupante.

Quem tem emprego fixo, recebendo seu dinheirinho no final do mês, pode ter uma vida mais tranquila, desde que não haja o risco de perder o emprego. De uma hora para outra seus rendimentos podem ir do topo ao zero, com o agravante de haver muita dificuldade para uma recolocação no mercado.

Funcionários públicos, estáveis, sem o risco de perder o emprego, podem passar pela crise com mais facilidade.

Grande parte dos brasileiros precisa de uma renda extra para sobreviver. Ou são autônomos ou trabalham na economia informal. Esses, com toda certeza, estão passando por momentos difíceis, vendo a receita despencar sem razão aparente. Afinal, a crise começou lá fora. O que temos a ver com isso? Por que os negócios despencaram?

O pior é que sempre sobra para todos. Nem ricos nem pobres estão sendo poupados. Os ricos tem mais o que perder, mas também estão perdendo. E muito. Consequentemente, todos consomem menos (se tiverem juízo).

Com a queda do consumo aumentam as demissões e a crise se agrava, gerando mais demissões. Já falamos sobre isso no mês passado, em “A crise está no fim?“. Não estava.  E tem se agravado a cada dia, com mais demissões e queda no consumo.

Não cabe a nós dizer o que os governos devem fazer ou deixar de fazer. Se eles não sabem, não seremos nós que poderemos ajudar. Mas podemos cuidar da nossa economia particular.

O importante é ter um controle rígido das despesas, cortando tudo o que puder ser cortado, economizando em luz, água, gás e alimentação. Cada tostão é precioso e poderá fazer falta se a crise se agravar.

Todos os compromissos devem ser colocados numa planilha, com a prioridade ao lado. O que pode ser cortado? O que pode ser reduzido? Se a situação piorar, o que pagar primeiro? O que poderá ser renegociado mais tarde?

O Imposto de Renda é um compromisso que deve ser pago no vencimento. Contas de financeiras poderão ser renegociadas mais tarde. IPTU pode esperar dois anos, se preciso. Luz, gás e água não podem esperar. Colégio das crianças não deve atrasar. Por que não cancelar o telefone? Se fizer muita falta, bloqueie ligações para celulares e a cobrar. E passe a usar apenas o celular pré-pago. Use o Skype, fazendo um plano de 400 minutos em ligações para todo o Brasil. Custa baratinho.

É importante tentar zerar o cartão de crédito e cheque especial. Concentre esforços nessas duas dívidas. Consomem grande parcela da renda em pagamento de juros. Pague um tanto e não use mais. É difícil? É. Mas não custa tentar.

Cada mês ultrapassado é uma vitória. Antes de pagar todas as contas separe um tanto para não passar fome ou ficar sem dinheiro até para a condução. Com o que sobrar, pague as contas (o que der). Não faça empréstimos para tentar equilibrar o orçamento. Isso seria, apenas, adiar os efeitos da crise. Enfrente agora.

E lembre-se: se a crise se agravar, todos serão atingidos. Esteja preparado e não se envergonhe de atrasar seus compromissos. Pague o essencial.

E sobreviva!

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